
São Leopoldo Mandić
Sacerdote · 1866-1942
Presbítero, capuchinho, confessor em Pádua, promotor da unidade dos cristãos
São Leopoldo Mandić foi um frade capuchinho e sacerdote que, durante cerca de quarenta anos, atendeu confissões em Pádua. O Martirológio Romano o recorda como um sacerdote que ardeu de zelo pela unidade dos cristãos e dedicou toda a vida ao ministério da reconciliação. Sua memória é celebrada em 30 de julho, aniversário de sua morte.
Nasceu em 12 de maio de 1866 em Herceg Novi, nas Bocas de Kotor, no atual Montenegro, numa família croata piedosa. No batismo recebeu o nome de Bogdan. João Paulo II o chamou de croata de nascimento e paduano por escolha. Aos dezesseis anos entrou no seminário dos capuchinhos de Udine e, em 2 de maio de 1884, em Bassano del Grappa, vestiu o hábito e tomou o nome de Leopoldo. Depois dos estudos em Pádua e Veneza, foi ordenado sacerdote em Veneza em 20 de setembro de 1890.
Era de estatura muito baixa e de saúde frágil, e um defeito de pronúncia o impedia de pregar. A partir de 1887, ele se sentiu chamado a trabalhar pela unidade dos cristãos do Oriente com a Igreja Católica e desejava ir até eles como missionário, mas por causa da saúde nunca partiu. Seus superiores lhe confiaram o ministério de confessor. Dizia que seria missionário ali mesmo, na obediência e no exercício de seu ministério, e oferecia suas orações e sofrimentos pela unidade. Paulo VI o chamou de ecumenista ante litteram.
Depois de anos em vários conventos, entre eles os de Veneza, Zadar e Thiene, chegou a Pádua em 1909 e ali permaneceu até a morte. Durante a Primeira Guerra Mundial, como cidadão austríaco, foi internado em 1917 e até 1919 viveu em conventos do sul da Itália. Em 1923 foi transferido para Rijeka, mas pouco tempo depois, a pedido insistente dos paduanos, voltou a Pádua.
Em Pádua, depois da missa bem cedo pela manhã, ele se sentava numa pequena cela que lhe servia de confessionário e ali permanecia o dia todo à disposição dos penitentes. Viveu assim durante cerca de quarenta anos, sem uma palavra de queixa. Os penitentes chamavam aquele lugar de “salinha da cortesia”. A quem o censurava por ser manso e misericordioso até com os pecadores mais endurecidos, ele mostrava o crucifixo e dizia: “Foi Ele quem morreu pelas almas, não nós”.
Morreu em Pádua em 30 de julho de 1942, aos 76 anos, enquanto se preparava para celebrar a missa. Em 14 de maio de 1944, um bombardeio destruiu a igreja e parte do convento dos capuchinhos, mas sua cela com o confessionário ficou intacta; segundo contam os capuchinhos, ele mesmo o havia predito. Seu corpo repousa na igreja dos capuchinhos de Pádua.
Paulo VI o beatificou em 2 de maio de 1976, e João Paulo II o canonizou em 16 de outubro de 1983, chamando-o de servo heroico da reconciliação e da penitência. Em fevereiro de 2016, durante o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, seus restos mortais, junto com os de São Pio de Pietrelcina, foram levados para a Basílica de São Pedro. O papa Francisco celebrou ali a missa com os capuchinhos e lhes pediu que não se cansassem de perdoar.