Santa Teresa de Calcutá

Freira · 1910-1997

Virgem, fundadora das Missionárias da Caridade, serva dos mais pobres

Santa Teresa de Calcutá, conhecida por todos como Madre Teresa, foi religiosa e fundadora das Missionárias da Caridade, congregação dedicada ao serviço dos mais pobres entre os pobres. Nasceu em 1910 em Skopje e morreu em 1997 em Calcutá. A Igreja a recorda em 5 de setembro, dia de sua morte.

Nasceu em 26 de agosto de 1910 numa família católica albanesa e no dia seguinte foi batizada com os nomes de Gonxha Agnes. Quando tinha oito anos, seu pai morreu de repente, e a mãe criou sozinha os filhos numa fé profunda. Em setembro de 1928, aos dezoito anos, Gonxha partiu para a Irlanda para ingressar no Instituto da Bem-Aventurada Virgem Maria, as Irmãs de Loreto. Recebeu o nome religioso de Teresa e escolheu como padroeira santa Teresa de Lisieux.

Em 6 de janeiro de 1929 chegou a Calcutá, na Índia. Fez os primeiros votos em 1931 e os votos perpétuos em 24 de maio de 1937. Lecionou na escola feminina St. Mary’s e em 1944 se tornou sua diretora. Em 10 de setembro de 1946, no trem para Darjeeling, aonde ia para o retiro anual, recebeu o que ela mesma chamou de “o chamado dentro do chamado”: o convite a servir os mais pobres entre os pobres e a saciar assim a sede de Jesus, que na cruz exclamou: “Tenho sede”.

Em agosto de 1948, com a permissão da Santa Sé, deixou a comunidade de Loreto. Vestida com um sári branco de borda azul, em dezembro começou a trabalhar nas favelas de Calcutá: visitava os doentes, ensinava as crianças de rua, abria as primeiras escolas. Logo suas antigas alunas se juntaram a ela. Em 7 de outubro de 1950, as Missionárias da Caridade foram eretas como congregação religiosa da arquidiocese de Calcutá. Em 1952, Madre Teresa abriu a casa para moribundos Nirmal Hriday e, nos anos seguintes, uma casa para crianças abandonadas e um abrigo para doentes de hanseníase.

A congregação se espalhou por toda a Índia e, a partir de 1965, por outros países e continentes. Madre Teresa fundou também os Irmãos Missionários da Caridade, ramos contemplativos e um ramo sacerdotal. Em 1979 recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Depois de sua morte, soube-se que, desde o início de seu trabalho entre os pobres até o fim da vida, ela viveu uma dolorosa escuridão interior, um sentimento de separação de Deus. João Paulo II disse que, nesses longos anos, ela participou de modo especial da Paixão de Cristo.

Morreu em 5 de setembro de 1997 na Casa Mãe da congregação em Calcutá, onde foi sepultada depois de um funeral de Estado. A congregação contava então com quase quatro mil irmãs, presentes em cerca de cento e vinte países. João Paulo II a beatificou em 19 de outubro de 2003 na Praça de São Pedro, no Dia Mundial das Missões, e o papa Francisco a canonizou no mesmo lugar em 4 de setembro de 2016, durante o Jubileu da Misericórdia. Por um decreto de 24 de dezembro de 2024, por decisão do papa Francisco, sua memória facultativa de 5 de setembro foi inscrita no Calendário Romano Geral.